Vencer ou Viver?

  • 20/10/2015
  • Liberdade Emocional
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Toda vez que ouço frases entusiastas como “É vencer ou morrer!”, sinto uma energia repulsora. Em absolutamente nada me reconheço nisso, pois é como acreditar que nascer é ser convocado para uma batalha. Ora, a vida não é uma luta a ser vencida! Quem diz “tenho que trabalhar porque não estou com a vida ganha”, deve ter esquecido o dia do seu aniversário. Ganhamos a vida no dia em que nascemos. Não precisamos lutar contra nada para sermos merecedores dela! Nosso dever é simplesmente viver e ser feliz!

 

As pessoas assumem o papel de soldados em guerra, e sentem-se derrotadas quando não alcançam determinados “troféus” durante a vida, tornando-se frustradas e deprimidas no longo prazo. Parece que quando não conseguimos alguma coisa almejada, nos tornamos indignos de existir. Há um sentimento lá no fundinho dizendo que deveríamos ter feito muito melhor, que falhamos, que não usamos toda a nossa capacidade, e que dessa forma outros irão nos superar. Pois que nos superem! Quem disse que precisamos ser os melhores em tudo? Aliás, quem disse que precisamos ser bem-sucedidos? Não estamos aqui para provar nada para ninguém.

 

Somos conduzidos a realizar tantas coisas no mundo externo, demonstrar tanto progresso, tantas realizações, viagens, cargos, cursos, aquisições, etc., que esquecemos que Deus não faz avaliação de desempenho.

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É importante, sim, ter objetivos e evoluir. Mas é ainda mais fundamental viver intensamente, o que não significa colecionar grandes acontecimentos no currículo da vida. Viver intensamente significa conviver com qualidade consigo, com os outros e com o mundo. Estar cada dia mais próximo da verdade, do entendimento, da iluminação. Saber viver intensamente é como ficar um dia inteiro dentro de casa e, ao invés de tédio, inquietação ou necessidade de ocupar seu tempo com algo considerado “útil”, saber apreciar cada segundo e cada respiração que se dá. Pra mim isso é intensidade. É quando se é capaz de tocar o próprio coração sem agentes externos, de tal forma invisível que nenhum Instagram consegue exprimir.

 

Quem vive esse intensamente, vive no presente. E não estou falando de viver focado no que se está fazendo. Viver no presente não significa simplesmente não estar distraído no passado ou no futuro. Significa, sobretudo, apreciar o agora como ele é, esteja você fazendo algo considerado interessante ou não.

 

O presente é a vida que temos nesse instante, independente de qualquer rótulo ou descrição. Pode-se não estar fazendo nada. Viver no presente é encontrar o tudo que existe no nada. Porque o nada é a possibilidade plena.

 

A única forma de reconhecer alguém que vive no presente e não em uma batalha por um troféu imaginário, é através da sua paz. A paz que as crianças emanam porque ainda não foram introduzidas no sistema capitalista que nos obriga a conquistar dinheiro e manter um determinado padrão de vida. A paz que vemos no semblante de uma freira, que todos os dias se conecta com a essência maior, reconhece cada dádiva à sua volta e não carrega o fardo de ter que conquistar nem provar nada no dia de amanhã. A paz que existe em poucos de nós, que possuímos amor próprio suficiente para não sacrificar nossas vidas em busca de vitórias que provem que somos bons, que somos capazes, e que justifiquem o merecimento de estarmos vivos.

 

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