Túnel do tempo

  • 30/12/2015
  • Liberdade Emocional
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A gente sabe que a virada de um ano é apenas uma convenção do homem para medir o tempo e organizar a vida em sociedade. Culturalmente, a cada 12 meses, as pessoas comemoram e brindam um novo ciclo, que na verdade é totalmente imaginário. Psicologicamente, é um artifício muitas vezes positivo, que gera novo fôlego e motivação para continuar caminhando.

Enfim, influenciada pelo clima de fim de ano que está no ar, resolvi olhar para 2015 para perceber de fato o que esses 12 últimos meses significaram na minha vida. Tenho certa dificuldade de posicionar os acontecimentos e lembranças sobre datas. Então recorri à minha agenda 2015, que me acompanhou o ano inteiro, esteve comigo todo santo dia, para me lembrar do ano que eu tive.

Por mais que não seja um diário, uma agenda pode ser muito útil não apenas para programar e organizar o futuro, mas também como um registro objetivo da sua vida, marcando o que na época era importante pra você, seus compromissos, as pessoas com quem você convivia, seus objetivos, etc. Acredito que visitar tanto o passado quanto  o futuro seja uma excelente maneira de enxergar o presente com mais consciência e capacidade de se empoderar do agora. Quando nos distanciamos da rotina por um momento, nos aproximamos da realidade em que vivemos. Conseguimos visualizar com mais clareza quem somos, onde evoluímos, onde erramos, como estamos comparado ao que fomos um dia.

Então recorri à minha agenda 2015 para me auxiliar nessa tarefa! É engraçado como, apesar do tempo nunca poder voltar, é só virar algumas folhinhas de papel para reviver o passado. Lendo minhas listas de afazeres, de compras, de sonhos e até de supermercado, percebi quanta coisa mudou desde o início do ano. Alimentos e bebidas que não consumo mais, pessoas com quem não me relaciono mais, preocupações que não fazem mais parte da minha rotina, lugares que eu frequentava, desejos que na época eram questão de vida ou morte e que agora nem me lembro.

Essa imersão em 2015 me fez perceber que ao mesmo tempo em que me tornei uma outra pessoa, olhando para aquela lá de trás como um outro alguém, ainda sou a mesma, focada no que faz sentido no presente e que renova seus objetivos de tempo em tempo. Não mudei o meu jeito de ver e de sentir o mundo, que pra sempre será desse jeito antigo.

Bom, quase indo guardar minha agenda junto às agendas antigas num armário escuro, não resisti a abrir a minha primeira agenda, do ano de 1998. Pela capa já se vê que muita coisa mudou (rs). Lendo alguns trechos dessa “Agenda D+” eu relembrei que um dia fui uma menina de 13 anos cujo maior desejo era “Ir ao parque aquático de novo”. É engraçado e ao mesmo tempo uma lição, ler também que a minha maior preocupação um dia foi o tédio.

Terei que tirar um tempo para ler uma pilha de agendas e colocar as fases da minha vida para dialogarem. Com certeza vão sair grandes aprendizados sobre mim mesma e também muitas risadas.

Pra você, eu desejo que em 2016, muito mais do que conquistar as metas a que o mundo nos induz, você conquiste a você mesmo. Que você consiga acessar um pouco mais a sua essência, e perceber a riqueza que carrega dentro de você. Que você possa se distanciar do mundo superficial que nos ilha para mergulhar em quem você realmente é, nos seus valores e nos seus sonhos mais autênticos.

Sendo reveillon ou não, que um novo você sempre possa começar a partir de agora!

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1 Comments
Curti o texto, Mari! Q tal escrever um livro ou mesmo montar um blog pessoal? Bjos e feliz 2016!
Cristina

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