Desde pequenos aprendemos a interpretar as coisas como certas ou erradas, boas ou ruins. Viajar muito é bom. Terminar um relacionamento é ruim. Trocar de carro é bom. Não ter um diploma é ruim. Ser magro é bom. Ficar quieto é ruim. Acompanhar o noticiário é bom. Assistir novela é ruim. Ter um emprego público é [muito] bom. Ser demitido é [muito] ruim.


A nossa geração também nos induz a manter alguns status, como “casado”, “empregado”, “viajado”, “estabilizado”, “pós-graduado”. E na busca desesperada por preencher todas essas lacunas, perdemos a nossa essência. No meio do estresse e da ansiedade em ser “bem-sucedido”, lá se vão nossos sonhos, nossos dons, nossa originalidade, nosso propósito.


Toda vez que algum desses rótulos cai, a gente tem a oportunidade de encontrar um pouquinho mais quem realmente somos, por natureza. Ser demitido, por exemplo, pode ser uma grande bênção, pois é a vida dizendo baixinho: “Vai!”


E apesar da sociedade ter nos preparado para reagir com sentimentos de decepção, inadequação e culpa, podemos nos sentir imensamente gratos pelo empurrãozinho. Pois é a vida ajustando o ponteiro da bússola para a direção correta, nos convidando a se abrir para um mundo onde trabalho é fonte de vida e não apenas uma fonte de renda. Onde o trabalho, ao invés de sugar nossa energia, traz mais energia! Onde finalmente podemos viver ao invés de apenas sobreviver.


Confie no sopro da vida! Existe uma força que nos apóia e disfarçadamente nos leva para o caminho que devemos seguir.


Talvez hoje você não consiga enxergar seus próprios sonhos porque passou anos trabalhando pelos de outra pessoa. Assim como não consegue mais identificar seus talentos porque eles se perderam num currículo cheio de formalidades e pouca espontaneidade.


Mas relaxe. Tudo o que precisa fazer é silenciar as vozes da sociedade, do mercado de trabalho, da empresa, do chefe, e aumentar o volume da sua voz interior. Ouça o que ela tem a dizer. Se há algo “certo” nesse mundo, é ela quem tem a resposta.



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E complemente sua leitura assistindo este trecho do filme “Amor sem Escalas”

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