Por que você deve amar o seu concorrente

  • 21/06/2015
  • Liberdade Emocional
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Sempre tive dentro de mim uma aversão à competição. Essa história de um ser melhor do que o outro nunca me soou bem. Quando era adolescente, participei de alguns concursos de beleza e, a cada eliminatória, eu via o sofrimento e as lágrimas de rejeição de meninas lindas que não passavam para a próxima etapa. Classificar a beleza ou qualquer aspecto das pessoas em primeiro, segundo e terceiro lugar é de uma frieza sem tamanho. É desconsiderar o potencial único e humano de cada um.

 

Alguns anos depois, no cursinho pré-vestibular, naquela guerra para entrar na faculdade, um professor falou em tom de suspense: “O maior adversário de vocês não é um desconhecido. Ele está sentado do seu lado”. Apesar de nos encorajar ao lembrar que estávamos no melhor curso preparatório da cidade, criou quilômetros de distância entre as carteiras das centenas de alunos que, fisicamente, eram tão coladas umas nas outras. Ao invés de criar um ambiente cooperativo, de união e suporte emocional (que é crucial para passar em um vestibular) ele promoveu o afastamento dos colegas, fazendo-nos enxergar como opositores. Hoje, no lugar do professor, eu diria: “O seu maior adversário é sempre você mesmo”. Afinal, a única comparação saudável que pode existir é aquela em que relacionamos o que somos hoje com o que éramos antigamente.

 

Bom, naquele ano eu ingressei na universidade. O próximo passo dentro do script social era arrumar um estágio. Lá fui eu para a minha primeira entrevista, numa empresa de porte considerável. Minha irmã mais velha gentilmente me deu algumas dicas e, uma delas, era mencionar para o entrevistador que eu contribuiria para elevar o grau de competitividade da empresa. De bate-pronto, eu disse: “Que horror, eu não vou dizer isso!” Ela me explicou que competitividade é o que toda empresa busca no mercado. Uma quer se sobressair à outra, e isso acontece através do potencial dos seus funcionários. Fiquei ainda mais intrigada por saber que é algo compartilhado pelo coletivo.

 

Cada concorrente é uma inspiração diferente

Hoje dou graças a Deus por trabalhar em uma área que acredita no cooperativismo e não na concorrência. Coaches do Brasil e do mundo formam uma aliança para transformar as pessoas em seres evoluídos. Quando alguém hoje vem me alertar para um concorrente na minha área, eu logo penso: “Oba! Mais um colega para me ajudar nessa grande missão”. Quando eu penso assim, estou resignificando a palavra concorrente. Existem sempre, no mínimo, duas formas de interpretar alguma coisa. Posso acreditar que concorrentes são pessoas que competem entre si, ou que são pessoas que cooperam simultaneamente para um mesmo fim, ou seja, são concomitantes. Qual das duas pode gerar um campo de energia ainda mais forte e favorável ao crescimento do meu trabalho? A escolha é sempre nossa.

 

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Se mesmo assim você tem medo da concorrência, é porque está colecionando crenças na escassez. Você acredita que não há espaço para todo mundo, que o mercado está saturado, que só os fortes sobrevivem, que as oportunidades são limitadas, que você precisa se aprimorar mais, que nunca é o bastante, que não se pode parar nunca, que você nunca teve sorte, que o país está em crise… e por aí vai. A mentalidade pobre não para no campo profissional! Você é daqueles que não pode ouvir falar nos relacionamentos anteriores do seu parceiro? Você cultiva uma raivinha pelo passado que eles tiveram juntos? Perceba que os seus concorrentes, profissionais ou afetivos, são pessoas que tem muito em comum com você, afinal, dentre tantas alternativas, vocês fizeram as mesmas escolhas! E eu aposto que, por afinidade, vocês seriam grandes amigos.

 

“Mas é mais forte do que eu, como eu faço pra pensar assim?”

 

A técnica é: ao invés do medo, escolha o amor. Isso mesmo, ame o seu trabalho, ame quem você é, ame o seu processo, o seu jeito, a crise do mercado e do seu relacionamento, a sua agenda vaga e… ame os seus concorrentes! Simplesmente aceite e ame a realidade. Se eles estão lá, há alguma boa razão para isso. Afinal, você sabe que uma crise pode ser uma grande oportunidade disfarçada, e um concorrente, no fundo, é mais uma força na direção daquilo que você acredita e está trabalhando para promover.  Por isso, desapegue do seu ego e da sua vaidade e abrace os seus concorrentes \o/

 

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