Desapego: limpando os armários da mente

  • 26/11/2015
  • Liberdade Emocional
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Fim do ano chegando… É hora de avaliar o que você vai deixar em 2015 e o que vai levar para 2016. Às vezes parece que precisamos continuar carregando tudo que de algum modo veio parar sobre os nossos ombros ou do nosso lado. Esquecemos que temos o poder de escolha, de descartar e abrir espaço para o novo.  

De nada adianta fazer planos se não há lugar para receber o que desejamos.

 

Sabemos que aquela limpeza geral e a organização das tralhas acumuladas costumam acontecer em momentos esporádicos, como quando mudamos de casa ou de escritório. Mas a mudança de ano também pode ser um ótimo estímulo para desapegar geral. Já pensou em aproveitar essa oportunidade para se livrar não só de objetos que não servem mais, mas também de pensamentos, comportamentos, sentimentos e até mesmo pessoas que não fazem mais sentido?

 

Recentemente eu resolvi abrir caixas e gavetas cheias de coisas guardadas e comecei a me perguntar o que daquilo tudo realmente me servia. Me deparei, por exemplo, com dezenas de disquetes (!), cujo conteúdo eu nem conseguiria acessar, já que os computadores nem possuem mais dispositivo para abrir esta relíquia. Fui despertando um olhar mais crítico sobre tudo que encontrava e descobri que eu guardava muitas coisas com tanto valor quanto aqueles disquetes velhos.

 

Sendo hoje uma empreendedora que incentiva a liberdade profissional, me senti extremamente realizada em jogar fora uma pilha de camisetas de empresas onde trabalhei como CLT. Eram camisetas até bonitas e bem conservadas, mas destoavam completamente da minha nova filosofia de vida. Apesar de serem do meu tamanho, elas definitivamente não cabiam mais em mim, na pessoa em que me tornei. Junto com as camisetas foram embora crachás e aquelas pesadas apostilas para concurso público (acompanhadas de cdzinhos). Nunca tive tanto prazer em carregar um saco de lixo pesado, pois sabia que ali estava concretizando a despedida de uma parte de mim que interiormente eu já havia abandonado.

 

Não precisamos ter medo de descartar o que não valeu a pena. Guarde o aprendizado e desocupe o espaço na sua mente e na sua vida, mostrando ao universo que você está preparado e aberto para algo melhor. Fique apenas com o que lhe traz 100% de satisfação! Já pensou, por exemplo, quanta energia acumulada a sua casa guarda? Quantos itens você mantém dentro das gavetas por acreditar que um dia possa vir a precisar? Pensamentos de escassez como esse, focados na falta, no fim, no “e se…”, devem ser os primeiros a ser barrados na virada do ano.

Quem crê na abundância confia e entrega, acredita que o universo trará algo muito mais interessante. Quem crê na abundância não tem medo de espaços vazios, pois eles são portas abertas para infinitas possibilidades.

 

Pondere, por exemplo, os relacionamentos e contatos que você fez, os projetos que experimentou, as lições que aprendeu, os hábitos que adquiriu, os bens que conquistou, as ideias que ouviu… Muitas dessas coisas podem um dia ter sido bem-vindas, mas hoje já não se encaixam mais. Lembre-se de que quantidade não é qualidade. Mais contatos não significa que você esteja mais bem relacionado. Mais ideias não significa que você será mais bem-sucedido com uma delas.

 

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Filtrar é importante para que o que fique possa fluir.

Imagine que o ano que se aproxima seja uma grande tela em branco pra você pintar. Ao invés de começar 2016 lotado de resquícios de 2015, comece do zero e escolha inserir ou não cada um dos itens do passado. Olhe para eles como olha para suas roupas quando pensa se vai doá-las ou mantê-las no guarda-roupas.

 

Muita gente diz que vive no presente, mas está inserido em um cenário antigo, numa casa cheia de incoerências com o momento atual. Se você está aí dizendo que não tem nada para jogar fora, pense nas coisas que você tem pena de se desfazer. Aquela blusa histórica ou aquele ursinho fofo e desbotado. Já pensou que a pena maior pode estar no fato de que ninguém está realmente aproveitando esses objetos?

É importante lembrar que o mundo é cíclico, as coisas e ideias transitam por vários lugares e pessoas e esse é o fluxo natural da vida. Quando prendemos algo para nós além do tempo certo, estamos interrompendo esse fluxo.

 

Por isso, observe tudo que carrega consigo e faça as seguintes perguntas para cada item:

Mantenho isso comigo apenas para ter para mim ou por ser parte de mim?

De alguma forma isso me representa?

Me identifico com isso hoje?

Isso me traz alegria ou indiferença?

 

Com todas as experiências que tivemos, hoje somos melhores e mais evoluídos do que antes. Faça esse exercício até o final do ano para entrar em 2016 sendo quem você é atualmente, de maneira leve, livre e aberta, deixando no passado o que a ele pertence.

 

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