8 sinais de que você trabalha como um animal

  • 21/05/2015
  • Liberdade Profissional
  • 0 Comments

Evidências de que ser empregado é coisa de primata

Se você ainda é um empregado, provavelmente se assemelha a alguns animais em determinados aspectos do seu trabalho. Isso porque o seu chefe e a política da empresa em que trabalha desconsideram a sua habilidade especialmente humana de pensar. Assim como as abelhas produzem mel e as formigas carregam folhas, eles possivelmente o vêem como um ser que simplesmente tem uma atividade a desempenhar.

Veja aqui 8 práticas do mundo corporativo, que fazem você se sentir um animal em serviço:

 

1. VOCÊ USA UM CRACHÁ

Da mesma forma que uma coleira tem a intenção de identificar a quem um cão pertence e também de mantê-lo sob o controle do dono, o crachá mostra a que empresa você pertence e o mantém sob suas rédeas durante todo o tempo que permanece dentro dela. Além de controlar todos os seus passos dentro do escritório, a empresa também determina o seu tempo fora dela, limitando quantas horas você consegue tirar para dormir, para viajar, para ir ao médico… Assim como quanto dinheiro você vai receber e também quando você não fará mais parte da matilha.

Muita gente justifica o uso do crachá como uma forma de identificação. Ora, se as pessoas são obrigadas a andar com seu nome pendurado no pescoço é porque de outra forma não seriam reconhecidas. Se o trabalho fosse humanizado, se valorizassem a pessoa como ela é, com seus talentos, sua história de vida, seus sonhos e suas particularidades, jamais seria necessário lembrar quem é o fulano ou a que setor ele pertence. As pessoas se olhariam nos olhos, se cumprimentariam pelo nome, sem grandes formalidades.

 

2. VOCÊ FAZ UM TRABALHO AUTOMÁTICO

Se você, ao invés de escolher o seu trabalho, foi escolhido pela necessidade do mercado, perceba que, assim como as abelhas, está encaixado em mais um papel na cadeia produtiva. As abelhas operárias não escolheram sua profissão. Elas são automaticamente condicionadas a fabricar mel e cera para o resto da vida.

Dependendo da sua função e da forma de trabalho que você tem, estar atrás de um computador e estar atrás de uma esteira de produção não faz muita diferença. Se você realiza tarefas corriqueiras, sequenciais, todos os dias da mesma forma, não está explorando a sua capacidade nata de criar e se desenvolver. Muitas pessoas nem ao menos conhecem ao certo o produto ou serviço final que estão colaborando para construir!

 

3. VOCÊ TEM O MESMO PODER DE INFLUÊNCIA QUE UMA FORMIGA

As formigas são insetos tão frágeis que vivem com a possibilidade iminente de serem esmagadas por qualquer ser superior a elas. Por mais esforçadas e trabalhadoras que sejam, não tem voz nem poder para lutar contra alguém que decida por elas.

O autoritarismo verbal que antigamente era comum entre chefe e empregado foi praticamente exterminado das relações de trabalho. Mas ele ainda impera de forma oculta através do volume de trabalho e das regras inflexíveis a que muitos funcionários estão sujeitos. As necessidades, desejos e dons particulares de cada um não são bem recebidos, pelo contrário, quanto mais você se alinhar dentro do carreiro das formiguinhas, menos incomodação você trará para a empresa e mais bem visto você será dentro dela.

 

4. VOCÊ TRABALHA DENTRO DE UMA “BAIA”

O próprio nome “baia” compara as divisórias do escritório com o abrigo de cavalos. Divididos nesses compartimentos, muitos empregados trabalham o dia inteiro e, para muitas empresas, sair da baia significa matar trabalho. Você é condicionado a ficar ali entre três pequenas paredes, mergulhado nos seus afazeres, sem olhar para o mundo além delas.

Se você trabalha numa estação de trabalho assim, provavelmente se sente mais um peão no jogo corporativo. Em alguns casos, inclusive, pessoas são realocadas no ambiente, de acordo com o grau de “produtividade”. Assim como na escola, se você interage muito com o cavalinho ao lado, corre o risco de ter que esvaziar suas gavetas para ir para uma baia ainda mais isolada.

 

5. VOCÊ COME EM UM REFEITÓRIO

Hora do almoço! Alegria ou desespero? Muitos assalariados aguardam esse momento ansiosamente não pela alimentação que terão, mas pelo momento de finalmente deixar a baia e espairecer por uma hora. Por mais que as empresas estejam querendo aprimorar seus refeitórios, a ideia de um espaço que serve os trabalhadores de uma forma sistematizada e em grande escala nos remete à maneira como porcos são alimentados.

Que tipo de regime humanizado é esse que determina a qualidade da sua refeição, o prato do dia e o horário que você vai comer? Se você prefere comer às 11h ou às 14h, não importa. Seu horário de almoço já está estabelecido, geralmente de acordo com a sua função e nível hierárquico. Se você precisa descansar um pouco depois de comer, se precisa dar uma caminhada ou até passar um tempo a mais no banheiro, não importa! Uma hora depois você terá de estar sentado novamente no seu posto de trabalho.

 

6. VOCÊ TEM HORA PARA PODER SAIR DO ESCRITÓRIO

Você passa o dia todo dentro de um escritório fechado, sem saber se chove ou se faz sol lá fora. Ou, mesmo que você trabalhe na rua e saia um pouco do ar-condicionado, você tem a sensação de que sua vida está passando e você não está vivendo. Percebe que seu potencial é subaproveitado pela empresa, mas sente que, por alguma razão, está preso a ela.

Bater asas parece uma realidade muito distante, como se não houvesse vida fora do escritório. Afinal, quem pagará pelo seu aluguel? Como você irá comer? E o plano de saúde? E a prestação do seu carro?

Lembre-se de que os pássaros não tem emprego. Mesmo assim, eles vivem voando pra lá e pra cá, da forma como bem entendem, atrás do seu alimento e de aventuras para fazer a vida valer a pena. Da mesma maneira, você sabe que nasceu para ser livre, cumprir seu papel na natureza e voar na direção dos seus sonhos. Mas toda vez que você pensa em se libertar, sabotadores entram em ação lhe soprando que é mais seguro permanecer onde está. Sim, gaiolas oferecem segurança, inclusive a segurança de que, daqui a 20 anos, você pode estar na mesma situação (talvez com um crachá diferente).

Clique aqui e conheça o Segredo do Sucesso Pessoal

 

7. VOCÊ TEM UMA CARGA DE TRABALHO DESUMANA

Não pode haver expressão mais penosa do que “carga de trabalho”, que, ao pé da letra, sugere carregar tortura. “Jornada de trabalho” segue na mesma linha, visto que utilizamos a palavra jornada apenas para processos longos e custosos.

Se o seu desempenho ainda é controlado com base em quantidade e volume, você está vendendo sua saúde e seu tempo de vida, enquanto poderia estar recebendo com base em seus valores individuais e nos resultados que gera. Mas mesmo assim, talvez você se gabe de tanto serviço que tem para fazer. Muitas pessoas fazem questão de se queixar e enfatizar o quanto estão sendo requisitadas porque, no fundo, é o que lhes faz sentirem-se úteis. Elas tem a necessidade de servir o outro além dos próprios limites por dois motivos: ou não reconhecem seu próprio valor, ou cultivam a crença de que o sofrimento faz parte da vida.

Talvez você pense que se o seu trabalho for prazeroso, algo estará errado e, inclusive, é capaz de se sentir mal por isso. Para se sentir importante e útil, você depende de muito trabalho acumulado nas suas costas, de cansaço, dor, fadiga e de muito esforço e dificuldade. Olhe para o lado e perceba que todos aqueles que acreditam nisso, curiosamente tem um trabalho árduo e uma vida difícil. Afinal, a gente cria aquilo que a gente acredita. Nós intuitivamente buscamos por elementos que comprovem as nossas teses e, dessa forma, criamos a nossa realidade.

 

8. VOCÊ CRESCE NA EMPRESA A PASSOS DE TARTARUGA

Se você não aguenta mais ser empregado, é porque provavelmente já trabalhou muito nessa condição. Olhe para trás e perceba quanto tempo da sua vida dedicou ao sonho de outra pessoa. E quantos do seus sonhos, talentos e paixões você reprimiu dentro de um sistema que paga por um terço do seu dia?

No início, quando você foi contratado, era só euforia! A empresa enfatizou a existência de um plano de carreira e prometeu que logo você subiria de cargo. O tempo foi passando, as desculpas se acumulando e você se acomodando. Você percebeu que, se você não se manifestar e lutar pelo seu crescimento, dificilmente alguém vai reconhecê-lo.

Posso adivinhar que algumas vezes você conseguiu, sim, mudar de cargo, porém o salário não acompanhou a evolução, porque “infelizmente a empresa estava passando por dificuldades”. Foi então que o seu superior pediu pra você esperar um pouco pelo aumento salarial e, nas entrelinhas, mandou o recado de que você deveria se dar por muito satisfeito por ter conseguido uma “promoção”.

Mesmo que lentamente, quando você “cresce” cada vez mais em uma carreira sem paixão e sem propósito, é como subir uma escada que está encostada na parede errada. Você está subindo para quê, afinal? Onde você quer chegar? O que você quer provar? E para quem?

Antes de começar qualquer jornada, é preciso definir para onde se vai. No entanto, o caminho mais comum é começar pela “oportunidade” que apareceu e ver no que dá. Mais adiante, quando já dedicou meses ou anos a ela, você já tem dificuldade de desistir. Mas pense bem: desistir de uma carreira sem sentido é não desistir de você. É persistir nos seus sonhos e escolher a vida! Por isso, se você não está subindo a escada ideal, seja qual for o degrau em que você se encontra hoje, desça enquanto é tempo!

Texto: Mari Lorenzetti
Ilustrações: Luciano Cosmo




Gostou do assunto?

Complemente sua leitura assistindo a palestra incrível de Waldez Ludwig sobre o mundo corporativo:

  • Youtube
0 Comments

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *